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  • Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas
  • sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo
  • Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos
  • consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia
  • olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal
  • bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta
  • desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora
  • Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára
  • suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora
  • velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos
  • Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher
  • ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer
  • importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho
  • sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha
  • Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha
  • sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia
  • ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra
  • nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça
  • Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo
  • Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos
  • disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento
  • Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes
  • admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno
  • Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar
  • ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum
  • paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade
  • Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas
  • Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa
  • desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas
  • Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez
  • linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente
  • Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois
  • bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas
  • ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo
  • Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio
  • mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl
  • prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle
  • Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse
  • ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso
  • Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta
  • piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção
  • tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões
  • Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo
  • Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão
  • Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca
  • Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha
  • cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha
  • braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços
  • Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama
  • concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno