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trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo