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assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem tarde quando o albergue No solitario val Incenso queima