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Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha Bandeando sem gostar Mas por mais linda que seja A rosa quando Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar