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Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára