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trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança Minha senhora Thuribulo suspenso inda fluctuo Em quanto limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa