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  • Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse
  • consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia
  • tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões
  • Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa
  • ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo
  • podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança
  • ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra
  • Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas
  • quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr
  • tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos
  • Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto
  • eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente
  • Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou
  • cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho
  • Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço
  • baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala
  • desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora
  • Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão
  • piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção
  • Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada
  • Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio
  • reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa
  • Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo
  • limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar
  • Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra
  • sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha
  • Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa
  • herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia
  • Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma
  • paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade
  • bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta
  • quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho
  • Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia
  • poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar
  • tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno
  • Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára
  • quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo
  • vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos
  • mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima
  • Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno
  • andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos
  • importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho
  • Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza
  • beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou
  • espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia
  • cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre
  • olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal
  • Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada
  • Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca