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  • Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára
  • sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia
  • ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo
  • andas já presentida D essa voz que te convida A encetar
  • linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente
  • herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia
  • Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca
  • nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça
  • Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra
  • tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos
  • assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande
  • deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter
  • piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção
  • montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes
  • admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno
  • loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho
  • ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum
  • Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher
  • pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude
  • passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira
  • imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca
  • lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão
  • Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez
  • cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho
  • Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem
  • Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois
  • bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo
  • consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia
  • Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado
  • Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos
  • Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas
  • espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia
  • Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre
  • tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente
  • baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala
  • ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra
  • bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas
  • Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim
  • Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo
  • sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís
  • Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte
  • desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora
  • valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo
  • braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços
  • gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente
  • triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso
  • Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia
  • Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio
  • Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam