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Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa Aquelle enorme tronco Quiz resistir depois Ouviu se um grande disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia