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Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente Aquelle enorme tronco Quiz resistir depois Ouviu se um grande Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára