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Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca Bandeando sem gostar Mas por mais linda que seja A rosa quando gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia