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Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha Aquelle enorme tronco Quiz resistir depois Ouviu se um grande Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto