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Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido andas já presentida D essa voz que te convida A encetar Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço Aquelle enorme tronco Quiz resistir depois Ouviu se um grande Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque