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Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos Minha senhora Thuribulo suspenso inda fluctuo Em quanto sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar