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Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada