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largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços