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sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços Bandeando sem gostar Mas por mais linda que seja A rosa quando Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado