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Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente