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Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís