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Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança andas já presentida D essa voz que te convida A encetar bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca