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diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos Minha senhora Thuribulo suspenso inda fluctuo Em quanto limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume andas já presentida D essa voz que te convida A encetar Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos cobra enorme Á calma quando está Grande calor conforme As tenho Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade