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concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento Bandeando sem gostar Mas por mais linda que seja A rosa quando gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente andas já presentida D essa voz que te convida A encetar quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle