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Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia cobra enorme Á calma quando está Grande calor conforme As tenho vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos andas já presentida D essa voz que te convida A encetar