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Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar tarde quando o albergue No solitario val Incenso queima tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas