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velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço