1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30
Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande andas já presentida D essa voz que te convida A encetar suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar