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montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra andas já presentida D essa voz que te convida A encetar Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança Bandeando sem gostar Mas por mais linda que seja A rosa quando Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima