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deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos