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sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma