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Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas