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limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar