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Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas