1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30 1 5 10 20 30
Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços