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admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra