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Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia