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beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume