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largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra andas já presentida D essa voz que te convida A encetar Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões