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velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque Bandeando sem gostar Mas por mais linda que seja A rosa quando desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas