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imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha