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nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter andas já presentida D essa voz que te convida A encetar reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo