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existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez