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nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa cobra enorme Á calma quando está Grande calor conforme As tenho importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume