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homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire essencia mãi que a flôr exhala Na essencia d uma flôr